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quinta-feira, 6 de abril de 2017

INSCRIÇÕES ABERTAS! CURSO DE DESIGN EM PERMACULTURA (PDC) URBANO EM CURITIBA



Uma oportunidade imperdível para quem é de Curitiba e região metropolitana! 
Você gostaria de cuidar das pessoas, cuidar do planeta e partilhar os excedentes e recursos por meio da Permacultura? Procura vivências ricas e práticas dentro da Permacultura? Gostaria de saber como a Permacultura pode ser usada em um contexto urbano?

Esse curso é composto de 4 módulos e 5 oficinas, realizados no período de 8 de abril a 25 de junho, e visa capacitar os participantes a tornar qualquer ambiente mais sustentável, a partir da gestão sistêmica de recursos naturais energéticos, alimentícios e hídricos. 

Os 4 módulos acontecem em finais de semana (sexta a noite, sábado e domingo o dia todo) e neles serão abordados e aprofundados os conteúdos sobre a Permacultura, Água e Energia, Agroecossistemas e Sistemas Construtivos.

Nas 5 oficinas e 2 visitas técnicas, os participantes terão a oportunidade de vivenciar, interagir e criar redes com pessoas, coletivos e organizações que já realizam práticas permaculturais.

Os Módulos e Oficinas Abertas serão:
MÓDULO I – Introdução à Permacultura: 08 e 09/04
MODULO II – Água e Energia: 19, 20 e 21/05
MÓDULO III – Agroecossistemas: 02, 03 e 04/06
MÓDULO IV – Sistemas construtivos: 23, 24 e 25/06
Oficinas Abertas ao público:
07/05 – Lixo zero e compostagem doméstica
26/5 – Visita técnica ao Escritório Verde UFPR
27/5 – Painéis solares
27/5 – Energia Humana e Bicimaquina
10/6 – Hortas comunitária e PANCs
01/7 – Hortas verticais e Agrofloresta

Convide os amigos e compartilhe a notícia. Ficaremos muito feliz com sua presença!

INSCRIÇÕES: http://pdc.institutonhandecy.org.br/inscricoes/

Para saber mais sobre a Permacultura e o curso, acesse:
http://pdc.institutonhandecy.org.br/

Obs.: Caso você não possa participar de todo o PDC Urbano, inscreva-se nas oficinas! Elas são abertas ao público interessado em ampliar seus conhecimentos e práticas permaculturais na nossa cidade.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

PROTEÇÃO ÉTICA DA TERRA

É alarmante pensar que, atualmente, ainda não exista uma ética de proteção da terra na educação da grande maioria das pessoas. Por conseguinte, é possível eliminar uma floresta ou bosque e destinar o espaço para os fins mais insanos, tanto nas áreas rurais ou grande centros urbanos, porque existe uma grande despreocupação com a terra.

Contudo, essa fase está chegando ao seu fim, muito provável porque Gaia esteja enfurecida e por toda parte do mundo vemos explicitamente as catástrofes ocorrendo numa intensidade sem igual na história do planeta.

E a culpa é nossa! Por isso, devemos insistir na PROTEÇÃO ÉTICA DA TERRA.
Dentro de muitos assuntos relacionados a ética da terra, o consumo e a forma de produção do nosso alimento sempre chamam a atenção quando penso na nossa responsabilidade como habitantes da nave mãe. Aqui talvez devesse destacar a soberania e segurança alimentar de todas as famílias agricultoras ou não, bem como comunidades e culturas das mais distintas que existem.

Uma fantástica referência que tenho, é pensar que qualquer indivíduo, seja branco, verde ou amarelo, pode cultivar seu próprio alimento em um pequeno espaço. Um lindo exemplo que posso relatar é que recentemente a amiga Bhianca, estudante de biologia da UFPR e que participa do grupo Ecoberrantes, entrou em contato para propor uma intervenção no jardim da casa de seus pais no bairro Mossunguê em Curitiba.

Em depoimento, Bhianca explica o motivo pelo qual se interessou pela permacultura urbana e nos conta um pouco sobre suas percepções:

"Bom, então vou contar um pouco sobre o porquê me interessei em aprender mais sobre a permacultura e como foi a experiência de chamá-los para construirmos uma hortinha aqui em casa. Em primeiro lugar porque eu, como inúmeras pessoas, tenho severas críticas ao nosso sistema de produção e a forma como nos alimentamos. Apesar de me sentir um tanto aliviada por saber que a maioria dos alimentos consumidos pelos brasileiros provém da agricultura familiar, ainda me incomoda muito a forma como nos alimentamos. Me incomoda ver o jeito que as coisas são vendidas, em especial no mercado. Enfim, gostaria que todos pudessem saber como os alimentos vêm parar na nossa mesa e dessem o devido valor. Além disso, ficaria contente se todas as pessoas pudessem frequentemente estar em contato com a terra, com as plantas e a fauna que elas abrigam. Penso que é uma das melhores formas de não esquecermos de quem somos e nunca vamos deixar de ser: parte da natureza.
Meu pai é de uma cidadezinha no interior de Minas Gerais e sempre gostou muito de plantar, mesmo aqui em Curitiba, sempre tivemos uma horta nos fundos de casa. Mas Curitiba tem um clima muito singular e era um tanto difícil de adaptar o jeito que ele plantava às geadas e ao frio. Além disso, o trabalho foi ficando intenso e a "rotina rotineira". Meu pai desistiu da horta.
Poucos anos depois, conheci o Martin e pedi para que ele me ensinasse e me ajudasse a reavivar uma hortinha no lugar onde, desde então, eram lajotas, salvo umas plantinhas beirando o muro e um antigo e companheiro limoeiro.
E então lá fomos nós em um lindo final de semana ensolarado enquanto meu pai viajava, Marco, Martin, Rafa e eu. Para mim, dois dias de aprendizado intensivo. Tiramos as lajotas onde pretendíamos construir os canteiros, fizemos um espiral de ervas, tiramos um alfeneiro e seus "filhotes", pegamos folhas secas na rua, buscamos terra numa vizinha e já plantamos algumas coisinhas..é, foi muita coisa mesmo! Tudo isso com os minutos contados para estar tudo nos trinques quando meu pai chegasse. "Não vai dar tempo!" ou " Filha, você destruiu o quintal!" muitas vezes pensamos..mas no final do dia de domingo, às 19h00min, eu via nos fundos de casa uma simpática e, para mim, simbólica horta! É claro que ainda exige muita dedicação da minha parte, e a graça é essa: a dinâmica, felizmente ela nunca ficará "pronta".
Lá por 19h40min, quando meu pai chegou em casa a reação dele foi exatamente como eu esperava! Não muito empolgada, pois ele é bastante contido, mas logo plantou umas mudas ali, umas sementinhas aqui...e assim a horta vai se fortalecendo, estamos colocando os restos de comida de casa e do escritório onde meu pai trabalha na terra e já faço planos para os próximos canteiros.
Para concluir, quero agradecer de uma forma muito especial ao coletivo. Vocês fizeram acontecer. Adorei essa experiência e podem esperar mais chamados meus!"

Confira as imagens dessa vivência!
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Jardins Comestíveis


(Morangos plantados nas pets e que sustentam o canteiro)

O Jardim Urbano requer um bom planejamento devido ao espaço ser normalmente reduzido. Para o design são usados as espirais, fechaduras, treliças, plantio em andares e consórcio de espécies.

É surpreendente quanta comida pode ser produzida nos beirais de janelas, telhados, varandas, ou até mesmo dentro de casa em potes, desde que estejam em um lugar ensolarado, pois a maioria das plantas necessita no mínimo de 6 horas de luz por dia enquanto está se desenvolvendo.
Podem ser feitos caixas para o plantio de diversas maneiras diferentes: Baldes, cestas velhas, porcelanas, caixas de brinquedo e mesmo caixa de isopor, etc.

Para tanto, é preciso furar o fundo para que a água possa sair, adicionar uma mistura de solo e no fundo da caixa pedras para que tenha uma boa drenagem. Recipientes fundos são ideais para tubérculos, como por exemplo pneus velhos de automóveis.

Escolha as plantas que você consome, que tenham suas particularidades nutritivas e que possam ser colhidas uma ou duas vezes por semana.

O consórcio com árvores Frutíferas (que atigem em torno de 2 metros de altura), plantadas no solo ou mesmo em potes grandes são uma alternativa para pequenos espaços. Pode-se usar árvores enxertadas, sendo possível enxertar três ou mais tipos de fruta em uma só árvore. Quase todos os tipos de árvores frutíferas podem ser podadas e colocadas contra uma parede ou cerca, economizando espaço.

Seja cuidadoso no design do seu jardim, de forma que as árvores plantadas não façam sombra para as plantas que não gostam de sombra, a não ser que estas espécies de beneficiem da sombra.

Fonte: Introdução a Permacultura (1991)

A imagem a seguir ilustra como nós experimentamos reutilizar um pneu velho: